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Líder de torcida do Palmeiras banido após ameaças online
Por Redação FutVerdão em 10/03/2025 17:20
Ação Judicial e a Proibição Cautelar
Em uma decisão proferida pelo Tribunal de Justiça de São Paulo, Marcelo Lima, figura histórica à frente da Torcida Uniformizada do Palmeiras (TUP), foi preventivamente afastado dos estádios. A medida restritiva, válida tanto para jogos em que o Palmeiras atua como mandante quanto como visitante, surge em resposta a declarações consideradas como incitação à violência e ameaça à integridade do espetáculo esportivo.
O afastamento cautelar foi determinado após um pedido formal da Polícia Civil, que se baseou em um vídeo divulgado por Marcelo Lima nas redes sociais. A decisão judicial exige que o líder da TUP compareça ao 2º Batalhão de Choque nos dias e horários em que o Palmeiras estiver em campo, permanecendo sob essa condição até o julgamento final do caso.
Contexto das Declarações e a Rivalidade Acirrada
As declarações de Marcelo Lima foram proferidas em um contexto de acirrada rivalidade entre as torcidas organizadas de Palmeiras e São Paulo. O vídeo em questão continha uma convocação aos torcedores palmeirenses para invadirem o gramado do Allianz Parque caso algum jogador do São Paulo ousasse chutar a bandeirinha de escanteio durante uma eventual comemoração de gol.
A fala de Marcelo Lima foi uma resposta direta a uma provocação anterior de Baby, líder da Independente, principal torcida organizada do São Paulo. Baby declarou que "liberaria o chope" caso o São Paulo eliminasse o Palmeiras e Luciano chutasse a bandeirinha do Allianz Parque, questionando: "Estão mais calmos?".
O Vídeo da Discórdia e a Repercussão
Na última terça-feira, Marcelo Lima utilizou suas redes sociais para divulgar um vídeo que inflamou ainda mais os ânimos. A mensagem central era um chamado à ação: caso um atleta do São Paulo desrespeitasse o símbolo do Palmeiras no Allianz Parque, a torcida deveria invadir o campo.
É importante ressaltar que, na própria declaração, Marcelo Lima buscou atenuar o teor da convocação, dizendo: "Chutou a bandeirinha do Palmeiras , a gente invade o campo e senta, sem agressão". No entanto, a interpretação das autoridades e a potencial escalada da violência levaram à decisão judicial.

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