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CPI das Apostas Desqualifica Relatórios de Textor: Análise Detalhada
Por Redação FutVerdão em 11/02/2025 05:40
CPI das Apostas: Refutação dos Relatórios de John Textor
O relatório final da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) das Apostas Esportivas, recentemente divulgado, detalha os fundamentos que levaram os senadores a desconsiderar os relatórios de suposta manipulação de resultados apresentados por John Textor, proprietário da SAF do Botafogo. Tais documentos, elaborados pela empresa Good Game, alegavam a existência de manipulação em partidas do Campeonato Brasileiro, acusações que não foram corroboradas por evidências concretas.
O relatório, assinado pelo senador Romário (PL-RJ), oferece esclarecimentos adicionais sobre a decisão da CPI. A principal justificativa reside na ausência de comprovação científica que ateste a eficácia dos métodos utilizados pela Good Game na detecção de manipulação em jogos de futebol.
A Subjetividade da Análise da Good Game
Conforme já havia sido noticiado, o relatório da CPI critica a classificação de determinadas ações de jogadores em campo como "deficientes" e outros comportamentos como "anormais" pela Good Game. No caso específico da partida entre Palmeiras e São Paulo, as suspeitas de manipulação recaíram sobre os jogadores Diego Costa, Gabriel Neves, Lucas Beraldo, Rafinha e Caio Paulista. Contudo, a CPI não encontrou elementos que comprovassem que esses atletas tenham, de fato, cometido falhas de forma intencional.
A definição de "momento anormal" utilizada pela Good Game, descrita como uma "fase específica do jogo que envolve um grande número de jogadores com pelo menos uma deficiência e/ou um alto número de deficiências", foi considerada "muito subjetiva" pela CPI. O relatório aponta que a empresa não especificou, em seus documentos, qual seria o limite para considerar "alto" o número de deficiências em uma partida.
O relatório da CPI enfatiza que "A argumentação da validação científica alegada pela empresa é frágil". Esta constatação põe em xeque a credibilidade dos métodos utilizados pela Good Game e, por extensão, as alegações de manipulação de resultados feitas por John Textor.
Os Alvos de Textor e a Ausência de Provas Concretas
Entre os jogos apontados por Textor como supostamente manipulados, destacavam-se Palmeiras 5 x 0 São Paulo (2023) e Palmeiras 4 x 0 Fortaleza (2022). O empresário tentou disseminar a narrativa de que haveria uma conspiração em favor do Palmeiras , mas suas alegações não encontraram respaldo nas investigações da CPI.
Desde o início dos trabalhos da CPI, os senadores já haviam manifestado a opinião de que o material apresentado por Textor não constituía prova cabal de manipulação, mas apenas um indício. A fragilidade das evidências e a falta de rigor científico na metodologia da Good Game foram fatores determinantes para a rejeição dos relatórios.
O Método da Good Game em Questão
O relatório da CPI questiona a validade do método utilizado pela Good Game para detectar manipulação em jogos de futebol. "A Good Game alega que seu método pode detectar manipulação de jogos de futebol com uma taxa de acerto acima de 99%. Ocorre que o método que leva a essa elevada taxa não parece ser replicável. Ou seja, a empresa alega uma taxa de sucesso que não é passível de confirmação científica", observou o relatório.
Próximos Passos da CPI e Indicações de Indiciamento
O relatório da CPI das Apostas no Senado será apresentado nesta terça-feira (11). Caso não haja prorrogação do prazo por mais 45 dias, a votação do texto final será realizada na quarta-feira (12). O documento recomenda o indiciamento de três indivíduos: Bruno Tolentino, tio do jogador Lucas Paquetá; o empresário William Rogatto, conhecido como 'Rei do Rebaixamento'; e Thiago Chambó, apontado como o líder do esquema investigado na Operação Penalidade Máxima, conduzida pelo Ministério Público de Goiás (MP-GO).

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