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Ex-líderes da Mancha Alviverde se entregam e Palmeiras enfrenta ações judiciais após emboscada fatal
Por Redação FutVerdão em 17/12/2024 16:24
Entrega de Ex-Líderes da Torcida Organizada
Em um desdobramento significativo do caso que envolveu um ataque brutal a torcedores do Cruzeiro, o ex-presidente e o ex-vice-presidente da Mancha Alviverde se apresentaram às autoridades policiais. Eles estavam foragidos e são apontados como figuras-chave na organização da emboscada que resultou em uma morte e diversos feridos. A ação teve um impacto notável no cenário esportivo e jurídico.
Felipe Mattos dos Santos, conhecido como "Fezinho", o ex-vice-presidente, foi o primeiro a se entregar. As investigações apontam para sua participação crucial na execução do plano de ataque. Logo em seguida, Jorge Luiz Sampaio Santos, que na época do incidente ocupava o cargo de presidente da Mancha e que renunciou em 8 de dezembro, também se apresentou ao Departamento de Homicídios e de Proteção à Pessoa (DHPP). Segundo os investigadores, ele é acusado de ter idealizado, planejado e executado a emboscada.
Até o momento, quinze suspeitos foram presos em conexão com o caso. As prisões são de caráter temporário, podendo se estender por até 30 dias. O ataque, que ocorreu em 27 de outubro, deixou um torcedor da Máfia Azul morto e outros 17 feridos. Os agressores utilizaram objetos como pedaços de madeira, pedras, barras de ferro e rojões. A Polícia Civil identificou que a motivação do ataque foi uma busca por vingança devido a uma briga anterior em Minas Gerais, em 2022. A análise de vídeos da emboscada, gravados pelos próprios palmeirenses e divulgados nas redes sociais, ajudou a identificar pelo menos 18 membros da Mancha envolvidos no ataque.
Impacto Legal e Financeiro no Palmeiras
O Palmeiras está sendo confrontado com uma série de processos judiciais no Tribunal de Justiça de São Paulo. Três novos processos foram iniciados por familiares de José Victor dos Santos Miranda, o torcedor do Cruzeiro que faleceu na emboscada na rodovia Fernão Dias. As ações, movidas pelo pai, a irmã e o filho do torcedor, buscam indenização por danos morais, com valores que, somados aos honorários advocatícios, alcançam a quantia de R$ 13,2 milhões. Anteriormente, outros quatro familiares já haviam aberto processos contra o clube, totalizando pedidos de indenização que chegam a R$ 22,2 milhões.
O advogado Juliano Pereira Nepomuceno, responsável por todas as ações, argumenta que a emboscada é consequência da falta de medidas eficazes por parte do clube para controlar o comportamento da Mancha Alviverde. Ele ressalta que a falta de ações sólidas e contundentes para coibir e reprimir o comportamento da organizada contribuiu para a tragédia.
Além dos processos contra o Palmeiras , o pai e a irmã também acionaram o Estado de São Paulo e a Mancha separadamente, enquanto o filho moveu uma segunda ação contra o Estado. A justificativa para a responsabilização do estado é que, por se tratar de uma emboscada ocorrida nos limites do território estadual, caberia ao governo a fiscalização e a garantia da segurança na rodovia.
Reação do Palmeiras e Suspensão da Mancha
Nos bastidores do Palmeiras , a notícia dos processos gerou surpresa e indignação. O clube alega que não mantém relações com a Mancha Alviverde e que existe uma medida protetiva da presidente Leila Pereira contra as lideranças da torcida organizada. O Palmeiras argumenta que não deve ser responsabilizado por um crime ocorrido em uma rodovia, em um dia que sequer havia partida de futebol.
Em decorrência do ataque, a Mancha Alviverde está suspensa pela Federação Paulista de Futebol de frequentar os jogos do Palmeiras no estado de São Paulo. Esta medida visa conter a violência e garantir a segurança nos eventos esportivos.
O caso segue em investigação e com desdobramentos legais, enquanto o Palmeiras busca se defender das acusações e lidar com as consequências da tragédia. A situação levanta questões sobre a responsabilidade dos clubes em relação ao comportamento de suas torcidas organizadas e a necessidade de medidas mais eficazes para prevenir a violência no esporte.

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