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Abel Ferreira e a Mentalidade de Campeão: Lições de Resiliência no Palmeiras
Por Redação FutVerdão em 07/02/2025 04:10
A Mentalidade de Djokovic e a Resiliência no Futebol
Em uma análise profunda sobre o recente empate do Palmeiras contra o Corinthians, o técnico Abel Ferreira compartilhou suas reflexões sobre a importância da resiliência e da força mental no esporte. O empate em 1 a 1, marcado por um gol sofrido que abalou a equipe e um pênalti perdido nos acréscimos por Estêvão, serviu de pano de fundo para o treinador abordar a complexidade emocional que envolve o desempenho dos jogadores.
Ferreira ilustrou seu ponto de vista citando o tenista Novak Djokovic como um exemplo de atleta com grande força mental. Ele enfatizou que essa capacidade não é inata, mas sim resultado de trabalho árduo e constante. O técnico reconheceu que, assim como qualquer ser humano, os jogadores enfrentam "tempestades terríveis dentro da cabeça", mas ressaltou a importância de superar esses momentos de adversidade rapidamente.
Para Ferreira, o ambiente mental do jogador é crucial para o seu sucesso. Ele comparou a mente a um estádio que precisa ser "enxugado" após uma tempestade, fazendo alusão ao esforço dos funcionários do Allianz Parque para preparar o campo após a chuva que atrasou o início do jogo. Segundo o treinador, criar um clima ruim na cabeça do jogador dificulta sua recuperação e pode explicar por que alguns atletas não rendem em determinados clubes.
O Impacto Emocional no Jogo e a Necessidade de Apoio da Torcida
Abordando especificamente o gol sofrido contra o Corinthians, Abel Ferreira admitiu que o "lado emocional nos tirou a lucidez em certo momento". Ele explicou que tem se dedicado a estudar esse aspecto, buscando alinhar a vibração e a sintonia dos 11 jogadores em campo, cada um com seu próprio universo. O treinador descreveu o gol como um evento que contrariou a lógica do jogo, mas ressaltou que a equipe conseguiu se manter focada após o impacto inicial.
O erro de Estêvão na cobrança do pênalti também foi analisado sob a perspectiva emocional. Ferreira destacou a importância do apoio da torcida nesses momentos, pedindo que os torcedores incentivem os jogadores, especialmente quando erram. Ele argumentou que as vaias podem minar a confiança dos atletas, comparando a situação a um filho que recebe críticas constantes do pai. "Não é fácil ter uma torcida que vaia, isso tira confiança do jogador. É como estar em casa e o pai dizer que você não presta, que é ruim. Querem que o filho seja o quê? Quando jogarmos mal, me vaiem primeiro, mas não foi o caso de hoje. O lado emocional tem 50% de importância. Isso influencia muito na confiança, na cabeça de cada um. Temos vozes interiores que nos mandam para baixo, mas temos de mandar ela calar a boca. Isso é um trabalho contínuo.", disse o treinador.
Além disso, Abel Ferreira expressou sua indignação com a invasão da área durante a cobrança do pênalti, afirmando que as imagens mostram claramente a irregularidade. Ele defendeu que as regras devem ser cumpridas e que o Palmeiras merecia ter saído com a vitória. "Deveríamos e merecíamos ter ganho. Para quem tem a obrigação de olhar para as câmeras... Se viram a mesma TV que eu vi... Às vezes fico com medo de ver uma coisa e os outros verem outra. Pelo o que eu vi... Não deixaram o Estêvão pegar o rebote porque houve invasão da área e as regras são para se cumprir. O carinho da nossa torcida foi espetacular.", completou.
Análise Tática e Perspectivas para o Futuro
Apesar do resultado, Abel Ferreira se mostrou satisfeito com o desempenho da equipe, destacando a dinâmica, a intensidade e a produção ofensiva. Ele lamentou apenas a falta de efetividade nas finalizações, com o pênalti perdido e a bola na trave. "Acho que só faltou o pênalti do Estêvão ter entrado, não faltou mais nada.", afirmou.
O treinador elogiou a ousadia tática da equipe, que utilizou uma formação com três zagueiros de forma ofensiva e agressiva. Ele ressaltou que o sistema tático é apenas uma ferramenta e que seu sucesso depende da forma como é utilizado. "Foi o jogo com mais ousadia dos jogadores que tínhamos em campo. Foi o jogo em que metemos mais jogadores na área e deixamos menos atrás. Fomos altamente ofensivos, agressivos, produtivos jogando com três zagueiros. Acho que aqui têm aversão a três zagueiros, mas eu gosto muito. Ao contrário do rival, que usou três zagueiros para defender... O sistema dá o que queres que ele dê. Pode ser altamente defensivo ou ofensivo.", explicou.
Olhando para o futuro, Abel Ferreira revelou que pretende utilizar o Campeonato Paulista como um laboratório para testar novas opções e aprimorar o desempenho da equipe. Ele expressou confiança no potencial do elenco e na capacidade de superar os obstáculos. "O Paulista vai ser para eu fazer o que é melhor para a equipe e fazer experiências. É continuar a afinar a máquina. Gostei muito do jogo, mas não conseguimos ganhar. Aceitamos isso e seguimos para o próximo.", finalizou.

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